Home  |   Quem Somos  |  Associados  |  Informações Comerciais  |  Serviços  |  Publicações    
     > EVENTOS ASSOCIADOSvoltar     

29/07/2010
Chefes e vinhos portugueses no Canadá

Já escrevemos sobre quem deve fazer a promoção dos nossos vinhos. Hoje fica o exemplo de um sucesso no Canadá.

No número anterior referimo- -nos à promoção dos vinhos de Portugal. Hoje focamos um caso concreto: trata-se do Festival Montréal en Lumière.

Montréal é a capital do bom gosto, da língua francesa e da cultura canadiana, capital da província do Quebeque, no Canadá Atlântico. O Canadá é um país rico, onde vivem quase 30 milhões de pessoas que receberíamos com o maior dos gostos como turistas! No entanto, as tais agências governamentais portuguesas pouca ou nenhuma atenção prestaram a este festival, e ficaram só os produtores de vinho a fazer as honras da casa. Como sempre acontece, há um português local, o Carlos Ferreira, embaixador plenipotenciário da gastronomia lusa, dono de um dos melhores restaurantes de Montréal, o Café Ferreira, que desde o início foi o impulsionador e o fiador de toda a operação junto das autoridades locais.

Conscientes de que se tratava de uma oportunidade única de ligarem os habitantes de Montréal às realidades da nossa gastronomia, os produtores avançaram, esforçadamente mas sem medo, embora e obviamente medindo os custos. Estiveram presentes 18 produtores, que levaram com eles 21 chefes de cozinha, entre os quais nomes de grande prestígio nacional e internacional. Por exemplo, a DFJ levou o chefe Pedro Nunes, do restaurante S. Gião (Guimarães) e do Restaurante 44, (Porto), e na sua maioria os vinhos provados com as iguarias por ele cozinhadas ficaram listados na província do Quebeque.

Parabéns! Mas teria sido necessário tirar muito mais partido no local de tudo o que se passou e, depois dos eventos, fazer o follow-up. Lamentavelmente, a falta de visão limitou, quando não impediu, essa realização. Existem artigos publicados cá sobre este festival que atestam o grande sucesso do momento no Canadá, mas que, ao mesmo tempo, dão conta da fraqueza nacional por não se apoiarem estas iniciativas, fazendo-as nossas! Era preciso que os enchidos portugueses tivessem tido uma palavra a dizer, era preciso que os queijos fossem bem representados; era preciso que a nossa diplomacia económica tivesse estado envolvida desde a primeira hora; era preciso ter sido organizado um evento a bordo do navio-escola Sagres, para lembrar aos canadianos que os portugueses os visitam desde o século xiv, que foi quando começámos a ir lá pescar o bacalhau. E os tornámos famosos e lhes inventámos a Terra Nova!

Sei que todos vão dizer que não há dinheiro, mas ficarão estupefactos se souberem que todos os anos devolvemos recursos a Bruxelas por não terem aparecido os respectivos programas promocionais. Precisamos de ideias, precisamos de executores e precisamos de novas mentalidades.

Em Montréal o êxito foi retumbante, e durante vários dias os chefes portugueses cozinharam para os canadianos, que corresponderam provando as iguarias da nossa cozinha e verificando o bem que elas acompanham os vinhos, todos portugueses, que foram sendo apresentados. Temos de estar presentes!

Trata-se simultaneamente de um alerta e de dar os parabéns pelo que se fez.

*Enófilo, consultor de marketing de vinhos, ex-presidente da Viniportugal

Fonte: AICEP


Notícias relacionadas:

02/09/2010
EUBrasil promove Diálogo sobre a Sociedade da Informação

02/09/2010
60 empresas portuguesas na Maison&Objet em Paris

01/09/2010
Portugal com a maior delegação internacional no Rio Info 2010

19/08/2010
Seminário Terceiro Setor – Organização e Captação de Recursos

16/08/2010
Problemas e soluções em portos, rodovias e aeroportos para 2014 discutidos em evento da IBC

Área Exclusiva de Associados
Login:
Senha:
Preencha para receber nosso Boletim Informativo
Nome
E-mail
CPCB © 1912 - 2010. Todos os direitos reservados