O Bradesco anunciou hoje (28) que durante o segundo trimestre emitiu R$ 3 bilhões em letras financeiras (LFs) com prazo entre dois e três anos. De acordo com o vice-presidente da instituição, Domingos de Abreu, os papéis foram emitidos em ofertas privadas destinadas a investidores institucionais.
Abreu não abriu qual foi a taxa de emissão das LFs, mas explicou que o custo total ficou em linha com as taxas de outras operações de prazos menores.
Na avaliação do executivo, esses papéis podem se tornar, no futuro, um instrumento de captação de longo prazo para os bancos.
Desde fevereiro, com a regulamentação do Banco Central, os bancos podem fazer a emissão desses papéis, que foram criados pelo governo federal para dar uma alternativa de captação às instituições financeiras.
O prazo mínimo de vencimento das LFs é de dois anos. Banco do Brasil, Santander e Caixa Econômica federal são algumas das instituições que já emitiram esses papéis em ofertas privadas, uma vez que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ainda não fez a regulamentação para as ofertas públicas das LFs.
Na avaliação do diretor presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, naturalmente os instrumentos alternativos de captação de longo prazo serão discutidos pelo sistema financeiro.
Para o executivo, no atual momento, o banco está confortável em relação ao funding disponível para financiar as empresas no longo prazo, que se concentram, principalmente, nos repasses de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
"O nível de liquidez do banco é suficiente e não temos previsão de captar no exterior ou de utilizar estruturas diferenciadas", afirmou.
Os dois executivos participaram hoje de teleconferência à imprensa sobre os resultados do conglomerado financeiro no segundo trimestre do ano.
Fonte: Brasil Econômico